PARCEIROS Grupo Gradual

Por meio das suas parcerias e de iniciativas pioneiras, o Grupo Gradual expressa seus valores éticos: o compromisso com a Ciência, com a produção de conhecimento e com a formação de novos profissionais, além do interesse contínuo em viabilizar atendimento a pacientes carentes.

A Autismo e Realidade, formada em 2010 por pais e profissionais que ainda procuram dar respostas para muitas das seguintes perguntas, quer revigorar e dar sentido a essa busca, além de facilitar e universalizar o acesso às respostas já existentes: Onde estão as pessoas com autismo no Brasil? As suas famílias sabem o que elas têm e das possibilidades de intervenção? Sabem que elas podem aprender e viver melhor? Têm acesso à informação de qualidade sobre autismo? Conhecem os direitos dos seus filhos? Têm acesso à orientação médica e psicológica? Acesso à educação? Existem serviços e profissionais preparados para diagnosticar e orientar as famílias? Quem são? Onde estão? A sociedade brasileira conhece o autismo? Sabem do impacto que ele tem sobre as famílias? Tem se solidarizado com as famílias tocadas por ele? Como estão as pesquisas sobre o autismo no Brasil? Quais resultados as pesquisas e as estratégias de informação têm conseguido? Quais os melhores caminhos a seguir? Quais as promessas e esperanças futuras? A Autismo e Realidade procura favorecer a busca e a divulgação do conhecimento acerca do Autismo, com o objetivo de melhorar a capacidade de adaptação e qualidade de vida das pessoas com autismo e seus familiares.

 


O Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental foi inaugurado em 30 de outubro de 1998, no mesmo local do antigo “Hospital Psiquiátrico da Vila Mariana”, fruto da parceria entre a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Neste convênio, enquanto o patrimônio (imóvel, instalações) pertence ao Estado, a administração fica aos cuidados da Irmandade.

O CAISM é um Centro de Atenção em Saúde Mental em nível terciário, ou seja, caracteriza-se por intervenções de maior complexidade e que exigem um serviço de grande porte com técnicos altamente especializados.

Embora o projeto do CAISM tenha sido elaborado levando em consideração características epidemiológicas da região onde está inserido, o serviço ainda não é completamente regionalizado, atendendo usuários de outras regiões da cidade e do Estado de São Paulo.


Atualmente, a Gradual também participa do PROTEA (Programa do Transtorno do Espectro Autístico) no IPQ-FMUSP (Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Nosso trabalho no PROTEA é coordenar o Grupo de Capacitação para Pais de Crianças com TEA, que tem como objetivo do grupo ensinar – através da abordagem da Análise Aplicada do Comportamento – pais e cuidadores no manejo de comportamentos disruptivos e treino de pré-requisitos para a aprendizagem e comportamentos produtivos. Buscamos através deste projeto prestar um serviço capaz de produzir conhecimento – PESQUISA -, afim de que possa ser replicado futuramente em mais instituições, visto que é uma alternativa eficaz para a saúde pública.

Com o mesmo objetivo do Grupo de capacitação para pais realizado no PROTEA, a Gradual, em parceria com a ONG Autismo & Realidade, promove atualmente outro grupo para pais em plataforma EAD voltados para famílias de baixa renda.


Ambulatório fundado no início de 2007 pelo Professor Dr. Marcos Tomanik Mercadante com o objetivo de criar um ambulatório de referência para os transtornos globais do desenvolvimento com três enfoques principais:

✓ assistência: criar centro de referência para avaliação diagnóstica de crianças portadoras de transtornos do espectro autista (TEA), orientando as famílias em relação aos encaminhamentos de intervenções eficazes e planejamento individual de necessidades

✓ ensino: propiciar aos profissionais de saúde, estudantes de medicina e psicologia e residentes de psiquiatria geral/infantil um local de aprendizado específico na área de autismo, em que pudessem ir além do diagnóstico. O objetivo é a formação de pessoas capacitadas para cuidar e planejar estratégias realmente eficazes para melhor adaptação e funcionalidade desses pacientes .

✓ pesquisa: o ambulatório sempre teve como meta torna-se um centro de referência em pesquisa em transtornos do espectro autista com discussão semanal e elaboração de artigos, projetos e parcerias com outros centros universitários nacionais e internacionais.

Os critérios atuais de entrada no ambulatório são pacientes de 0 a 17 anos, moradores da cidade de São Paulo e com hipótese diagnóstica de TEA, priorizando crianças menores de 5 anos.

Inicialmente a família e os pacientes passam pela avaliação psiquiátrica que consiste em 2 a 3 consultas nas quais são realizadas anamnese clínica, protocolo médico, preenchimento de algumas escalas (ASQ, CGI, GAF) e pedidos de exames para investigação clínica de acordo com a necessidade (Exame de imagem, EEG, cariótipo).

Em seguida são agendadas três datas para realização de avaliação neuropsicológica e avaliação clínica mais detalhada com os pais utilizando escalas padronizadas e uma data para participação no grupo de pais.

A equipe da neuropsicologia faz uma avaliação minuciosa de todas as funções cognitivas dos pacientes visando identificar áreas de habilidades e áreas de déficits para auxiliar na compreensão mais detalhada do caso e das potencialidades/limitações das crianças. Esse instrumento é fundamental para elaboração de um projeto terapêutico individualizado e mais direcionado.

O Grupo de pais é composto por fonoaudióloga, psicopedagoga, mãe de paciente autista, terapeuta ocupacional, psicóloga e enfermeira. Esse grupo têm como funções, acolher e amparar os pais das crianças diagnosticadas com autismo, dar orientações em relação ao manejo e tratamento e instrumentalizá-los para busca de intervenções multidisciplinares eficazes em locais de tratamento adequados e no território dos pacientes.

Depois que o paciente realizou todo esse processo, marcamos uma reunião com toda equipe multidisciplinar do ambulatório para discutirmos o caso e decidirmos as condutas adequadas


Os trabalhos realizados juntamente com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC – SP) foram concretizados por meio de uma parceria formal entre as duas instituições. Esta parceria, especificamente com a Profª Drª Paula Gioia, resultou em uma das grandes frentes de pesquisa da clínica: o desenvolvimento de um Protocolo para a Identificação de Risco Autístico em Bebês de 0-12 meses. Esta pesquisa está em andamento há três anos e publicou dois artigos referentes ao tema.
A PUC-SP foi fundada em 1946, a partir da união da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento (fundada em 1908) e da Faculdade Paulista de Direito. Agregadas a elas, mas com estruturas administrativas financeiras independentes, estavam outras quatro instituições da Igreja. Tempo da Universidade Católica de São Paulo, cuja missão era formar lideranças católicas e os filhos da elite paulista.